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Tecnologia a favor da educação: uma parceria necessária

Data: 5 de março de 2018

A tecnologia associada à juventude tem cada vez mais perdido o perfil de mero entretenimento. Há muito, usar um dispositivo eletrônico deixou de ser sinônimo de brincadeira supérflua em oposição ao aprendizado. Não é possível mais ignorar a presença e a necessidade inadiável das ferramentas tecnológicas para a educação, uma realidade reconhecida por todo profissional atualizado com as últimas tendências na área.

DSCN8078-1024x794 Tecnologia a favor da educação: uma parceria necessária

Alunos usam robótica interligada a várias disciplinas

No entanto, simplesmente usar ferramentas tecnológicas na escola, como fim em si mesmas, em atitudes movidas pelo deslumbramento e não por uma estratégia eficiente em educação, não deve ser o objetivo. O recurso deve ser utilizado de forma eficaz e clara. Para tanto, é preciso falar a mesma linguagem dos alunos, que já possuem recursos e conhecimentos tecnológicos como parte de seu modo de viver e de se comunicar. Assim, inseri-los na sala de aula com propostas que estimulam a imaginação dos alunos e também amparem o trabalho do professor podem ter impactos positivos não apenas no desempenho escolar, mas no engajamento e desenvolvimento de habilidades que são necessárias num contexto utilitarista contemporâneo.

Para Alexandre Amaral, professor, físico e fundador da Robô Ciência, empresa potiguar cujo objetivo é levar ferramentas da ciência e da tecnologia para a sala de aula, é necessário que a escola deixe de perceber o aluno como consumidor para que ele adote uma postura de protagonista do seu conhecimento. A visão é coerente à adotada pelo Instituto Educacional Casa Escola, que estimula uma perspectiva histórico cultural do processo de ensino e aprendizado, daí a parceria entre as duas instituições para as atividades de Ciências e para o novo Laboratório de Educação Tecnológica – LET, onde todos os alunos da escola terão aulas semanais de robótica, mecatrônica e programação desde os primeiros anos.

“A parceria entre a Robô Ciência e a Casa Escola quer que a criança e o adolescente percebam que o problema está acontecendo na própria escola ou em sua casa, em sua comunidade, e procure criar uma solução”, explica Alexandre. Essa postura estimulada por meio do uso da tecnologia recebe o nome de Geração Maker, ou seja, cabe ao aluno criar um artefato, um mecanismo para solucionar questões. O papel do professor nesse processo é o de facilitador do processo.

A preocupação da equipe pedagógica envolvida na parceria é a de que o aluno não apenas estude o conteúdo teórico, mas coloque a mão na massa, utilize o conhecimento aprendido para questionar, investigar, montar, criar um protótipo, e em seguida programar. “Queremos fazer com que o aluno entenda o que está acontecendo, conheça as peças e os elementos com os quais ele trabalha. Assim, o conteúdo se tornará mais palpável no processo de aprendizado”, pontua o professor. Na prática, o estudante da Casa Escola vai ter acesso, por exemplo, a um gerador de Van de Graff (ou Gerador Eletrostático de Correia) para auxiliar na compreensão dos conceitos de carga elétrica, campo elétrico e campo magnético. Ele também vai fazer reações químicas e aplicá-las a produtos de seu cotidiano, como a produção de sabão. Terá, ainda, acesso a microscópios de alto padrão com ampliação intensa, comuns a acadêmicos das melhores universidades; além disso, os pequenos produzirão suas próprias criações tecnológicas e terão contato com robôs do nível do Nao, um androide francês que fala mais de vinte idiomas, dança, canta, joga bola e até dá aulas.

Fonte: Tribuna do Norte → 

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