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Projetos & Dicas

Dica Fundamental II – Slams: espaços de popularização de poesia

Você já ouviu falar em Slams? Segundo o portal Nexo Jornal, os slams são campeonatos de poesia. Eles foram criados em 1980 em Chicago, nos Estados Unidos, durante a ascensão da cultura hip hop, mas no Brasil, só chegariam mais tarde, nos anos 2000. Nesse sentido, os slams são eventos que fomentam a literatura como instrumento de resistência de minorias, sobretudo o movimento negro. Por isso, foram estudados pelos participantes do projeto “Empreendedorismo Social: a linguagem a favor da desconstrução”, que foi levado para a XXVI Exposição Pedagógica.

Em geral, os competidores têm até três minutos para apresentarem sua performance – uma poesia de autoria própria, sem adereços ou acompanhamento musical. O texto pode ser escrito previamente, mas também pode haver improvisação. Não há regras sobre o formato da poesia. “Para competir no slam, a pessoa não precisa ter livro publicado, ser rapper, ser artista, nada. Vale para donas de casa, taxistas, vendedores, etc. […]. Existe algo de: todos podemos fazer poesia. Todos podemos usar a palavra para nos manifestarmos. Não há necessidade de um livro publicado para validar o ofício de poeta e/ou slammer”, diz Jéssica Balbino, criadora do projeto ‘Margens’.

Uma das mais famosas ‘slammers’ brasileiras é Mel Duarte que, em suas palavras, retrata questões pertinentes às mulheres negras. Confira a participação da poetisa na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos principais festivais literários do Brasil: